Ir para o conteúdo principal

JSON Variables

Hebreus 4 (YLT)

4Temamos, então, para que porventura, sendo deixada uma promessa de entrar em Seu descanso, algum de vós não pareça ter ficado aquém;1 2 pois também temos as boas novas proclamadas, assim como eles;2 mas a palavra ouvida não lhes aproveitou, não sendo misturada com fé naqueles que ouviram;3 3 pois entramos no descanso — nós que cremos,4 como Ele disse: “Como jurei em Minha ira: Se eles hão de entrar em Meu descanso —”; e, todavia, as obras foram feitas desde a fundação do mundo;5 4 pois Ele falou em algum lugar acerca do sétimo dia assim: “E Deus descansou no sétimo dia de todas as Suas obras”; 5 e neste lugar novamente: “Se eles hão de entrar em Meu descanso —”;6 6 visto, então, que permanece que certos entram nele, e aqueles que primeiro ouviram as boas novas não entraram por causa da incredulidade —7 7 novamente Ele limita certo dia, “Hoje”, (em Davi dizendo depois de tal tempo,) como tem sido dito: “Hoje, se Sua voz ouvirdes, não endureçais vossos corações”;8 8 pois, se Josué lhes tivesse dado descanso, Ele não teria, acerca de outro dia, falado depois destas coisas;9 9 permanece, então, um descanso sabático para o povo de Deus;10 10 pois aquele que entrou em seu descanso, ele também descansou de suas obras, como Deus das Suas próprias.11

Nota — “Sendo deixada uma promessa... não pareça ter ficado aquém”

1. YLT 1863. Young abre o capítulo com Let us fear, then, lest perhaps a promise being left of entering into His rest, any one of you may seem to have come short. “Temamos, então” conserva o imperativo coletivo; “sendo deixada uma promessa” mantém a construção participial; e “ter ficado aquém” procura preservar o valor retrospectivo de have come short.

2. Controle. O grego apresenta φοβηθῶμεν οὖν, καταλειπομένης ἐπαγγελίας e ὑστερηκέναι. O último verbo está no perfeito. Decisão. Não reduzimos a construção a “não alcance a promessa” ou “perca o descanso”, pois essas formulações explicitariam relações que Young deixa sintaticamente abertas.

Nota — “Também temos as boas novas proclamadas, assim como eles”

1. YLT 1863. Young imprime for we also have the good news proclaimed, even as they. A formulação portuguesa mantém “temos”, “as boas novas” e “proclamadas”, sem transformar a sentença simplesmente em “também recebemos o evangelho”.

2. Controle. O grego apresenta καὶ γάρ ἐσμεν εὐηγγελισμένοι καθάπερ κἀκεῖνοι. Decisão. A construção de Young já é deliberadamente marcada; conservamos essa marca tanto quanto o português permite e não substituímos good news pelo termo teológico mais lexicalizado “evangelho”.

Nota — “A palavra ouvida... não sendo misturada com fé naqueles que ouviram”

1. YLT 1863. A redação é the word heard did not profit them, not being mixed with faith in those who heard. “A palavra ouvida” conserva a construção nominal compacta, enquanto “não sendo misturada” mantém o particípio passivo empregado por Young.

2. Controle histórico e textual. A forma recebida pertinente a Young apresenta ὁ λόγος τῆς ἀκοῆς e συγκεκραμένος, no singular masculino, em correspondência direta com a estrutura adotada pela YLT. Decisão. Conservamos “não sendo misturada” referindo-se à “palavra”, sem reconstruir o período segundo outra forma textual.

Nota — “Entramos no descanso — nós que cremos”

1. YLT 1863. Young lê for we enter into the rest—we who believed. O presente “entramos” permanece distinto do passado de believed; em português, “cremos” pode formalmente representar tanto o presente quanto o pretérito perfeito na primeira pessoa do plural.

2. Controle. O grego apresenta εἰσερχόμεθα, presente, seguido de οἱ πιστεύσαντες, particípio aoristo. Decisão. Não uniformizamos os dois verbos em um mesmo plano temporal nem expandimos a expressão para “nós que temos fé”.

Nota — “Se eles hão de entrar em Meu descanso... as obras foram feitas”

1. YLT 1863. Young conserva novamente a fórmula de juramento If they shall enter into My rest, já empregada em 3.11, e prossegue com and yet the works were done from the foundation of the world. A tradução mantém “Se eles hão de entrar”, em continuidade deliberada com Hebreus 3.11.

2. Controle. O grego traz εἰ εἰσελεύσονται εἰς τὴν κατάπαυσίν μου e, depois, καίτοι τῶν ἔργων ἀπὸ καταβολῆς κόσμου γενηθέντων. Decisão. A força negativa implícita na fórmula de juramento não é convertida no corpo em “eles não entrarão”, porque Young preserva expressamente sua forma condicional.

Nota — “Deus descansou... Se eles hão de entrar em Meu descanso”

1. YLT 1863. Os vv. 4–5 aproximam a declaração acerca do sétimo dia — And God rested in the seventh day from all His works — da fórmula novamente citada — If they shall enter into my rest. A tradução preserva a repetição de “descanso/descansou”, decisiva para a progressão lexical do próprio texto de Young.

2. Controle. O grego emprega καταπαύω em 4.4 e κατάπαυσις em 4.5, pertencentes à mesma família lexical. Decisão. Evitamos alternar entre “repousar”, “cessar” e “descansar”, pois isso apagaria uma correspondência que a YLT torna perceptível.

Nota — “Permanece que certos entram nele... por causa da incredulidade”

1. YLT 1863. Young escreve it remaineth that certain do enter into it e, em seguida, those who first heard the good news entered not in because of unbelief. “Permanece que certos entram nele” conserva a construção incomum sem acrescentar “a possibilidade” ou “aberto para”; “incredulidade” segue diretamente unbelief.

2. Controle. O grego apresenta ἀπολείπεται τινὰς εἰσελθεῖν εἰς αὐτήν e, ao final, δι’ ἀπείθειαν. Este último substantivo pode ser representado por “desobediência”, mas Young escolhe unbelief. Decisão. Mantemos “incredulidade”, sem corrigir a escolha lexical de Young por uma tradução independente do grego.

Nota — “Ele limita certo dia, ‘Hoje’... em Davi dizendo”

1. YLT 1863. Young imprime again He limiteth a certain day, ‘To-day,’ (in David saying after such a time). “Limita” conserva deliberadamente o incomum limiteth, e “em Davi dizendo” mantém a construção marcada em vez de substituí-la por “por meio de Davi”.

2. Controle. O grego apresenta πάλιν τινὰ ὁρίζει ἡμέραν, Σήμερον, ἐν Δαβὶδ λέγων. Ὁρίζω pode assumir sentidos como determinar, fixar ou delimitar. Decisão. Como Young escolheu limiteth, preservamos “limita”; e a repetição “Hoje, se Sua voz ouvirdes, não endureçais vossos corações” mantém a mesma redação estabelecida em 3.7–8.

Nota — “Se Josué lhes tivesse dado descanso”

1. YLT 1863. Young lê explicitamente for if Joshua had given them rest. “Josué” deve, portanto, permanecer no corpo da tradução, assim como a repetição de “descanso”.

2. Controle. O grego apresenta Ἰησοῦς, forma que pode representar tanto o nome de Josué quanto o de Jesus; o contexto histórico refere-se a Josué. Decisão. Seguimos a desambiguação já realizada pelo próprio Young e não reintroduzimos no português a ambiguidade gráfica do grego.

Nota — “Um descanso sabático”

1. YLT 1863. Young altera aqui sua expressão habitual e escreve a sabbatic rest. “Descanso sabático” conserva simultaneamente sabbatic e rest, preservando a ligação com os diversos usos de “descanso” nos versículos precedentes.

2. Controle. O grego muda de κατάπαυσις para σαββατισμός. Decisão. Não vertemos simplesmente por “descanso”, pois isso apagaria a mudança lexical percebida e representada por Young; tampouco expandimos a expressão para explicar sua significação teológica dentro do corpo da tradução.

Nota — “Aquele que entrou em seu descanso... como Deus das Suas próprias”

1. YLT 1863. Young conclui: for he who entered into his rest, he also rested from his works, as God from His own. A repetição “aquele que entrou... ele também descansou” conserva o pronome retomado por Young; “suas” permanece em minúscula no primeiro referente, enquanto “Suas” reproduz a capitalização aplicada a Deus.

2. Controle. O grego apresenta ὁ εἰσελθὼν... καὶ αὐτὸς κατέπαυσεν e termina com ὥσπερ ἀπὸ τῶν ἰδίων ὁ θεός. Decisão. “Como Deus das Suas próprias” preserva a elipse de “obras” que também ocorre na YLT. Não repetimos “obras” nem identificamos o sujeito de “aquele que entrou”, pois nenhuma dessas explicitações pertence ao texto inglês de Young.

11 Sejamos diligentes, então, para entrar naquele descanso, para que ninguém, no mesmo exemplo de incredulidade, caia;12 12 pois a conta de Deus é viva, e operante,13 e afiada acima de qualquer espada de dois gumes,14 e penetrando até a separação tanto de alma e espírito, como também de juntas e medula,15 e é discernidora de pensamentos e intenções do coração;16 13 e não há coisa criada não manifesta diante dEle, mas todas as coisas estão nuas e abertas aos Seus olhos — com quem é nossa conta.17

Nota — “Sejamos diligentes... no mesmo exemplo de incredulidade”

1. YLT 1863. Young lê Let us be diligent, then, to enter into that rest, that no one in the same example of unbelief may fall. “Sejamos diligentes” conserva a construção exortativa; “naquele descanso” mantém that rest; e “no mesmo exemplo de incredulidade” reproduz a sequência nominal escolhida por Young.

2. Controle. O grego apresenta σπουδάσωμεν οὖν εἰσελθεῖν εἰς ἐκείνην τὴν κατάπαυσιν e τῷ αὐτῷ ὑποδείγματι πέσῃ τῆς ἀπειθείας. Ἀπείθεια pode ser vertido por “desobediência”, como em 4.6; Young, porém, emprega novamente unbelief. Decisão. Mantemos “incredulidade”, preservando a correspondência lexical deliberadamente estabelecida pela YLT entre 4.6 e 4.11.

Nota — “A conta de Deus é viva, e operante”

1. YLT 1863. Em lugar da conhecida formulação “a palavra de Deus”, Young imprime the reckoning of God is living, and working. A escolha de reckoning não é acidental: o mesmo substantivo reaparece ao final do v. 13 em with whom is our reckoning. “Conta” procura preservar em português essa correspondência lexical, ainda que resulte numa expressão marcada.

2. Controle. O grego apresenta ζῶν γὰρ ὁ λόγος τοῦ θεοῦ καὶ ἐνεργής. Λόγος admite amplo campo semântico e, em 4.13, participa de uma expressão relacionada a conta ou prestação de contas. No v. 12, contudo, “palavra” seria a tradução independente mais natural. Decisão. Não corrigimos Young silenciosamente para “palavra de Deus”: nesta tradução, a YLT é o texto-fonte imediato, e a peculiar opção reckoning deve permanecer perceptível.

Nota — “Afiada acima de qualquer espada de dois gumes”

1. YLT 1863. Young escreve sharp above any two-edged sword. “Afiada acima de qualquer espada de dois gumes” preserva tanto sharp quanto a construção comparativa incomum com above, sem substituí-la pela formulação mais convencional “mais cortante do que”.

2. Controle. O grego apresenta τομώτερος ὑπὲρ πᾶσαν μάχαιραν δίστομον, com comparativo explícito. Decisão. Uma tradução independente do grego favoreceria “mais cortante do que qualquer espada de dois gumes”; aqui conservamos a maneira específica pela qual Young representa a comparação.

Nota — “Penetrando até a separação tanto de alma e espírito, como também de juntas e medula”

1. YLT 1863. A redação é piercing unto the dividing asunder both of soul and spirit, of joints also and marrow. “Penetrando” conserva a construção participial; “até a separação” representa conjuntamente unto the dividing asunder; e os pares “alma e espírito” e “juntas e medula” permanecem coordenados sem explicação antropológica acrescentada.

2. Controle. O grego apresenta διϊκνούμενος ἄχρι μερισμοῦ ψυχῆς τε καὶ πνεύματος, ἁρμῶν τε καὶ μυελῶν. A construção não exige entender que “alma” esteja sendo separada “do espírito”; os genitivos dependem de “divisão”. Decisão. Não inserimos “separando a alma do espírito”, pois isso resolveria no corpo uma relação que nem Young nem a construção grega explicitam dessa maneira.

Nota — “Discernidora de pensamentos e intenções do coração”

1. YLT 1863. Young conclui a descrição com and is a discerner of thoughts and intents of the heart. “Discernidora” conserva o substantivo agente discerner, em vez de transformar a expressão simplesmente em um verbo como “discerne”.

2. Controle. O grego apresenta κριτικὸς ἐνθυμήσεων καὶ ἐννοιῶν καρδίας. Decisão. Mantemos a construção nominal da YLT e distinguimos “pensamentos” de “intenções”, sem fundir os dois elementos em uma expressão genérica acerca do interior humano.

Nota — “Não há coisa criada não manifesta... com quem é nossa conta”

1. YLT 1863. Young conserva primeiro a dupla negação there is not a created thing not manifest before Him e termina com a construção extremamente condensada with whom is our reckoning. O português “não há coisa criada não manifesta” preserva a primeira peculiaridade; “com quem é nossa conta” mantém tanto a ordem marcada quanto a correspondência de “conta” com o reckoning já empregado no v. 12.

2. Controle. O grego termina πρὸς ὃν ἡμῖν ὁ λόγος. Nesse contexto, λόγος comporta a ideia de conta ou prestação de contas, embora a expressão possa ser vertida idiomaticamente por “a quem temos de prestar contas”. Decisão. Não adotamos essa expansão idiomática no corpo, porque ela apagaria precisamente a repetição lexical que Young torna explícita entre the reckoning of God e our reckoning.

14 Tendo, então, um grande sacerdote-chefe que passou através dos céus — Jesus, o Filho de Deus —, mantenhamos firme a profissão;18 15 pois não temos um sacerdote-chefe incapaz de simpatizar com nossas fraquezas,19 mas um tentado em todas as coisas de maneira semelhante — à parte do pecado;20 16 possamos aproximar-nos, então, com ousadia, do trono da graça,21 para que possamos receber bondade, e possamos encontrar graça — para ajuda oportuna.22

Nota — “Um grande sacerdote-chefe que passou através dos céus... mantenhamos firme a profissão”

1. YLT 1863. Young lê Having, then, a great chief priest passed through the heavens—Jesus the Son of God—let us hold fast the profession. “Sacerdote-chefe” e “profissão” mantêm as equivalências já estabelecidas em Hebreus 2.17 e 3.1; “através dos céus” conserva through the heavens, sem reduzir a expressão a “entrou no céu”.

2. Controle. O grego apresenta ἔχοντες οὖν ἀρχιερέα μέγαν διεληλυθότα τοὺς οὐρανούς e κρατῶμεν τῆς ὁμολογίας. Διεληλυθότα é perfeito e descreve aquele que passou através dos céus. Decisão. A oração relativa “que passou” é um ajuste necessário ao português para evitar que “sacerdote-chefe passado” produza falsa leitura; não alteramos, porém, a imagem espacial escolhida por Young. “Profissão” permanece em continuidade lexical com 3.1, em vez de ser normalizada para “confissão”.

Nota — “Incapaz de simpatizar com nossas fraquezas”

1. YLT 1863. Young imprime we have not a chief priest unable to sympathise with our infirmities. “Incapaz” conserva a formulação negativa; “simpatizar com” representa diretamente sympathise with; e “fraquezas” mantém o sentido de infirmities sem restringi-lo a enfermidade física.

2. Controle. O grego contém μὴ δυνάμενον συμπαθῆσαι ταῖς ἀσθενείαις ἡμῶν. Συμπαθέω envolve compartilhar ou sentir juntamente com a condição de outro e pode ser vertido idiomaticamente por “compadecer-se”. Decisão. Mantemos “simpatizar” porque corresponde à escolha lexical explícita de Young; a nota impede que o verbo seja entendido no sentido português moderno mais estreito de simplesmente “gostar” ou “ter afinidade”.

Nota — “Tentado em todas as coisas de maneira semelhante — à parte do pecado”

1. YLT 1863. A redação é but one tempted in all things in like manner—apart from sin. “Tentado” conserva deliberadamente tempted; “em todas as coisas” representa in all things; “de maneira semelhante” mantém in like manner; e “à parte do pecado” preserva a formulação abrupta de apart from sin.

2. Controle histórico e filológico. O Texto Recebido pertinente a Young apresenta πεπειραμένον, de πειράζω, verbo cujo campo inclui provar, testar e tentar. Outras formas textuais apresentam πεπειρασμένον, sem alterar a questão lexical central. Decisão. Embora “provado” fosse defensável numa tradução independente do grego, Young escolheu tempted; por isso, conservamos “tentado” e não substituímos silenciosamente sua decisão.

Nota — “Possamos aproximar-nos, então, com ousadia”

1. YLT 1863. Young não repete aqui a construção let us do v. 14, mas escreve we may come near, then, with boldness, to the throne of grace. “Possamos aproximar-nos” procura conservar essa diferença formal; “ousadia” mantém a equivalência de boldness já estabelecida em Hebreus 3.6.

2. Controle. O grego apresenta προσερχώμεθα οὖν μετὰ παρρησίας τῷ θρόνῳ τῆς χάριτος, com subjuntivo de valor exortativo. Decisão. “Aproximemo-nos” seria o equivalente português mais idiomático, mas apagaria a distinção que Young estabelece entre let us hold fast no v. 14 e we may come near no v. 16. Conservamos, portanto, o modal “possamos”.

Nota — “Receber bondade... encontrar graça — para ajuda oportuna”

1. YLT 1863. Young conclui that we may receive kindness, and may find grace—for seasonable help. A repetição de may é preservada por “possamos... possamos”; “bondade” segue kindness, “encontrar” segue find, e “ajuda oportuna” representa diretamente seasonable help. A escolha “ajuda” mantém ainda a correspondência com help de Hebreus 2.18.

2. Controle. O grego apresenta ἵνα λάβωμεν ἔλεον καὶ χάριν εὕρωμεν εἰς εὔκαιρον βοήθειαν. Ἔλεος é normalmente “misericórdia”, e βοήθεια pode ser “ajuda” ou “socorro”. Young, contudo, escolhe respectivamente kindness e help. Decisão. Mantemos “bondade” e “ajuda”, em vez de corrigir a YLT para “misericórdia” e “socorro”; “oportuna” conserva seasonable sem expandi-lo para “em tempo de necessidade”.

Pro Blogger Templates
-->