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Hebreus 12 (YLT)

A Nuvem de Testemunhas, o Certame e o Olhar para Jesus

1Por isso, também nós, tendo tão grande nuvem de testemunhas circundando-nos,1 tendo deposto todo peso, e o pecado que facilmente nos assedia,2 por meio de perseverança corramos o certame que está posto diante de nós,3

2 olhando para o autor e aperfeiçoador da fé — Jesus —,4 que, em face da alegria posta diante dele, suportou uma cruz, tendo desprezado a vergonha,5 à direita também do trono de Deus sentou-se;6

3 pois considerai bem aquele que suportou tal contradição da parte de pecadores contra si mesmo,7 para que não vos canseis em vossas almas — desfalecidos.8

Nota — “Tão grande nuvem de testemunhas circundando-nos”

1. YLT 1863. Young inicia Wherefore, we also having so great a cloud of witnesses surrounding us. “Por isso” conserva a ligação inferencial de Wherefore com o catálogo imediatamente precedente; “também nós” mantém separadamente we also; e “tendo tão grande nuvem de testemunhas” preserva a construção participial e a imagem concreta da “nuvem”.

2. Controle. O grego apresenta Τοιγαροῦν καὶ ἡμεῖς τοσοῦτον ἔχοντες περικείμενον ἡμῖν νέφος μαρτύρων. O próprio aparato de Young explica witnesses como “testimony-bearers” e conserva a ideia de estarem dispostos ao redor. Decisão. Mantemos “testemunhas” e “circundando-nos”, sem resolver no corpo da tradução se a metáfora pretende descrevê-las como espectadores do certame ou, antes, como portadores do testemunho de fé desenvolvido em Hebreus 11.

Nota — “Tendo deposto todo peso, e o pecado que facilmente nos assedia”

1. YLT 1863. A primeira edição lê having put off every weight, and the easily besetting sin. “Tendo deposto” conserva a forma participial; “todo peso” representa diretamente every weight; e “o pecado que facilmente nos assedia” procura manter o caráter marcado de the easily besetting sin sem introduzir uma identificação específica do pecado.

2. Controle. O grego apresenta ὄγκον ἀποθέμενοι πάντα καὶ τὴν εὐπερίστατον ἁμαρτίαν. Nos materiais auxiliares, Young registra para weight possibilidades explicativas mais amplas e procura preservar em besetting a imagem de algo disposto ao redor. Decisão. Essas possibilidades permanecem na nota: o corpo não transforma “peso” em “orgulho”, “impedimento” ou outra interpretação. Também não retrojetamos a revisão de 1898, que altera easily besetting para closely besetting; a redação portuguesa continua seguindo 1863.

Nota — “Por meio de perseverança corramos o certame que está posto diante de nós”

1. YLT 1863. Young lê through endurance let us run the contest which is set before us. “Por meio de perseverança” mantém through endurance; “corramos” conserva a exortação de let us run; e “certame” representa contest, sem substituir a palavra escolhida por Young pela tradicional “carreira”.

2. Controle. O grego traz δι’ ὑπομονῆς τρέχωμεν τὸν προκείμενον ἡμῖν ἀγῶνα. O substantivo ἀγών pertence ao campo de competição, luta ou disputa, e o próprio material de Young registra “race” ou “conflict” como possibilidades explicativas. Decisão. Como a YLT efetivamente escolhe contest, mantemos “certame”; as imagens de corrida e combate permanecem simultaneamente perceptíveis pela combinação “corramos o certame”.

Nota — “Olhando para o autor e aperfeiçoador da fé — Jesus —”

1. YLT 1863. A redação é looking to the author and perfecter of faith—Jesus. “Olhando para” preserva a construção participial que continua a exortação do v. 1; “autor” e “aperfeiçoador” representam diretamente author e perfecter; e “Jesus” permanece em posição final enfática, separado por travessões.

2. Controle. O grego apresenta ἀφορῶντες εἰς τὸν τῆς πίστεως ἀρχηγὸν καὶ τελειωτὴν Ἰησοῦν. Nos seus materiais auxiliares, Young reconhece para ἀρχηγός valores como “chief-leader” e “captain”, mas no texto da YLT escolhe author. Decisão. Não substituímos “autor” por “pioneiro”, “líder” ou “fundador”. Tampouco introduzimos “nossa fé”: a YLT traz simplesmente faith, e a ausência do possessivo é preservada.

Nota — “Em face da alegria posta diante dele... suportou uma cruz”

1. YLT 1863. Young emprega a construção deliberadamente incomum who, over-against the joy set before him—endured a cross, shame having despised. “Em face da alegria posta diante dele” procura conservar a relação expressa por over-against sem decidir por uma paráfrase causal; “uma cruz” mantém o artigo indefinido de a cross; e “tendo desprezado a vergonha” preserva a forma participial e a ordem da YLT.

2. Controle. O grego lê ὃς ἀντὶ τῆς προκειμένης αὐτῷ χαρᾶς ὑπέμεινεν σταυρὸν αἰσχύνης καταφρονήσας. O próprio material explicativo de Young chega a glosar a relação com a alegria mediante linguagem causal, mas a tradução de 1863 conserva over-against. Decisão. O corpo português segue a YLT efetivamente impressa e não resolve ἀντί como “por causa da alegria”, “em troca da alegria” ou formulação equivalente. A possível explicação pertence ao aparato, não à tradução.

Nota — “À direita também do trono de Deus sentou-se”

1. YLT 1863. Young conclui on the right hand also of the throne of God sat down. A ordem portuguesa permanece deliberadamente marcada: o complemento locativo antecede “sentou-se”, e “também” conserva a presença explícita de also.

2. Controle histórico-textual. O Texto Recebido historicamente pertinente apresenta ἐν δεξιᾷ τε τοῦ θρόνου τοῦ θεοῦ ἐκάθισεν, com forma aorística correspondente naturalmente ao sat down de Young. Há tradição textual posterior representada por outra forma verbal, mas ela não deve ser retrojetada sobre a edição de 1863. Decisão. Mantemos “sentou-se”, sem convertê-lo silenciosamente em “está assentado” ou “tem-se assentado”.

Nota — “Considerai bem... tal contradição da parte de pecadores contra si mesmo”

1. YLT 1863. O texto lê for consider well him who endured such gainsaying from sinners to himself. “Considerai bem” conserva especificamente consider well; “contradição” representa gainsaying; “da parte de pecadores” mantém from sinners; e “contra si mesmo” conserva o referente singular de to himself.

2. Controle. A forma recebida apresenta ἀναλογίσασθε γὰρ τὸν τοιαύτην ὑπομεμενηκότα ὑπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν εἰς αὐτὸν ἀντιλογίαν. O próprio aparato histórico de Young registra a existência de uma leitura diferente no pronome, mas sua YLT de 1863 segue o singular. Decisão. Não substituímos “contra si mesmo” por uma forma plural. Também não importamos a revisão de 1898, que troca consider well por consider again; por isso, o texto-base conserva “considerai bem”, e não “considerai novamente”.

Nota — “Para que não vos canseis em vossas almas — desfalecidos”

1. YLT 1863. Young encerra abruptamente: lest ye be wearied in your souls—faint. “Para que não vos canseis em vossas almas” preserva os elementos expressos da oração, enquanto “— desfalecidos” mantém, tanto quanto o português permite, o fechamento abrupto de faint após o travessão.

2. Controle. O grego apresenta ἵνα μὴ κάμητε ταῖς ψυχαῖς ὑμῶν ἐκλυόμενοι, no qual a última forma é participial. A revisão de 1898 torna a relação mais explícita em inglês com being faint. Decisão. Como o texto-base imediato é 1863, não importamos silenciosamente essa regularização e não transformamos o final em “desfalecendo”. A aspereza sintática é documentalmente própria da redação que estamos traduzindo.

A Resistência contra o Pecado e a Disciplina Paterna

4Ainda não até sangue resististes — contra o pecado lutando;9

5 e tendes esquecido a exortação que fala convosco como com filhos:10 “Meu filho, não estejas desprezando a disciplina do Senhor, nem estejas desfalecido, sendo repreendido por Ele,11

6 pois a quem o Senhor ama, Ele disciplina, e açoita todo filho a quem Ele recebe”;12

7 se disciplina suportais,13 como para com filhos Deus Se conduz para convosco; pois quem é um filho a quem um pai não disciplina?14

8 mas, se estais apartados do castigo, do qual todos têm sido participantes,15 então bastardos sois, e não filhos.16

Nota — “Ainda não até sangue resististes — contra o pecado lutando”

1. YLT 1863. Young imprime Not yet unto blood did ye resist—against sin striving. “Ainda não até sangue” conserva a construção incomum not yet unto blood; “resististes” mantém o passado de did ye resist; e o segmento depois do travessão procura preservar a ordem marcada against sin striving.

2. Controle. O texto recebido apresenta Οὔπω μέχρις αἵματος ἀντικατέστητε πρὸς τὴν ἁμαρτίαν ἀνταγωνιζόμενοι. Em seu aparato posterior, Young glosa a construção como “não vos opusestes ainda plenamente — até sangue, contendendo com o pecado”, e em seu comentário identifica contextualmente esse pecado com apostasia. Decisão. A interpretação “apostasia” não é introduzida no corpo: a YLT de 1863 diz simplesmente sin, e “pecado” permanece semanticamente aberto.

Nota — “Tendes esquecido a exortação que fala convosco como com filhos”

1. YLT 1863. A redação é ye have forgotten the exhortation which speaketh with you as with sons. “Tendes esquecido” conserva o perfeito inglês; “a exortação” mantém the exhortation; e “fala convosco” representa diretamente speaketh with you, sem converter a personificação da exortação em “Deus vos diz”.

2. Controle. O grego apresenta ἐκλέλησθε τῆς παρακλήσεως, ἥτις ὑμῖν ὡς υἱοῖς διαλέγεται. Young posteriormente explicita a força de ἐκλέλησθε como algo inteiramente esquecido ou ocultado da memória e descreve παράκλησις por sua ideia de chamada ao lado, enquanto para διαλέγεται oferece uma formulação mais intensiva. Decisão. Essas expansões explicativas não substituem a redação efetiva de 1863.

Nota — “Não estejas desprezando a disciplina do Senhor... sendo repreendido por Ele”

1. YLT 1863. Young lê My son, be not despising the chastening of the Lord, nor be faint, being reproved by Him. “Não estejas desprezando” conserva a construção verbal marcada de be not despising; “disciplina” representa chastening; “estejas desfalecido” mantém be faint; e “sendo repreendido” preserva o particípio de being reproved.

2. Controle e citação. A sequência inicia a citação de Provérbios 3.11–12. O grego de Hebreus apresenta μὴ ὀλιγώρει παιδείας Κυρίου, μηδὲ ἐκλύου ὑπ’ αὐτοῦ ἐλεγχόμενος. O aparato de Young oferece explicações como “não ter em pouca conta”, “instrução” e “ser desatado/desfalecer”, mas sua tradução de 1863 fixa despising, chastening, faint e reproved. Decisão. Seguimos essas escolhas impressas, sem substituí-las pelas glosas posteriores.

Nota — “A quem o Senhor ama, Ele disciplina, e açoita todo filho a quem Ele recebe”

1. YLT 1863. A citação prossegue: for whom the Lord loveth He chasteneth, and scourgeth every son whom He receiveth. A ordem “a quem o Senhor ama, Ele disciplina” conserva a retomada pronominal enfática de Young; “açoita” mantém concretamente scourgeth; e “recebe” segue receiveth.

2. Controle. O grego apresenta ὃν γὰρ ἀγαπᾷ Κύριος παιδεύει, μαστιγοῖ δὲ πάντα υἱὸν ὃν παραδέχεται. Young registra para o primeiro verbo também a possibilidade “instrui” e explica o último como receber alguém para junto de si. Decisão. Conservamos “disciplina” e “recebe”, porque são as escolhas correspondentes à YLT de 1863. A forma da citação em Hebreus também não é harmonizada com a redação de Provérbios traduzida por Young diretamente do hebraico, na qual o segundo membro de Pv 3.12 é diferente.

Nota — “Se disciplina suportais”

1. YLT 1863. Young preserva a ordem extremamente compacta if chastening ye endure. “Se disciplina suportais” mantém “disciplina” em posição anterior ao verbo e conserva endure mediante “suportais”, em vez de expandir a construção para “se suportais a disciplina”.

2. Controle. O grego apresenta εἰ παιδείαν ὑπομένετε. Em 1881, Young explica literalmente o verbo como “permanecer sob” a disciplina, tornando visível a composição que está por trás de sua escolha endure. Decisão. A glosa “permanecer sob” esclarece a escolha, mas não substitui no corpo o verbo efetivamente usado na YLT de 1863.

Nota — “Como para com filhos, Deus Se conduz para convosco”

1. YLT 1863. A expressão inglesa é as to sons God conducteth Himself to you. Ela é deliberadamente estranha mesmo em inglês. “Como para com filhos” conserva as to sons; “Deus Se conduz” preserva God conducteth Himself; e “para convosco” procura manter a direção pessoal de to you sem simplesmente parafrasear “Deus vos trata como filhos”.

2. Controle e história da YLT. O grego tem ὡς υἱοῖς ὑμῖν προσφέρεται ὁ Θεός. No aparato de 1881, Young explica a construção por linguagem equivalente a Deus “portar-Se” para com eles; na revisão de 1898, altera efetivamente sua redação para God beareth Himself to you. Decisão. Como o texto-base deste projeto é a edição de 1863, não importamos retrospectivamente beareth Himself nem normalizamos para “trata-vos”.

Nota — “Apartados do castigo, do qual todos têm sido participantes”

1. YLT 1863. Young escreve if ye are apart from chastisement, of which all have been partakers. “Apartados” mantém a imagem espacial de apart from; “castigo” representa especificamente chastisement; e “têm sido participantes” conserva have been partakers.

2. Controle e revisão. O grego repete παιδεία, já presente nos versículos anteriores, e apresenta ἧς μέτοχοι γεγόνασι πάντες. O próprio Young posteriormente aproxima a redação dessa repetição: seu aparato fala em estar “apartado da disciplina” e em “ter-se tornado participante”, e a edição de 1898 substitui chastisement por chastening e have been por have become. Decisão. Não retrojetamos essas revisões sobre 1863; por isso, o português conserva aqui a mudança lexical para “castigo” e o valor de “têm sido”.

Nota — “Então bastardos sois, e não filhos”

1. YLT 1863. Young conclui sem eufemismo: then bastards are ye, and not sons. A inversão “bastardos sois” procura conservar a ordem predicativa marcada, e “filhos” mantém a oposição lexical que governa toda a unidade.

2. Controle. O grego apresenta ἄρα νόθοι ἐστε καὶ οὐχ υἱοί. Νόθοι designa aqueles cuja condição filial é ilegítima, em contraste direto com υἱοί, “filhos”. Uma tradução portuguesa independente poderia preferir “filhos ilegítimos” para evitar a aspereza moderna de “bastardos”. Decisão. Não suavizamos a escolha de Young: bastards é lexicalmente explícito, e a força do contraste “bastardos / filhos” pertence à própria redação da YLT.

A Disciplina Paterna e o Fruto de Justiça

9Então, de fato, pais de nossa carne temos tido, castigando-nos, e os reverenciávamos;17 não estaremos muito mais sujeitos ao Pai de espíritos, e viveremos?18

10 pois eles, de fato, por poucos dias, segundo o que lhes parecia bom, disciplinaram,19 mas Ele, para proveito, para sermos participantes de Sua santidade;20

11 mas toda disciplina, para o presente, de fato, não parece ser de alegria, mas de tristeza;21 mas depois o fruto pacífico de justiça, aos exercitados por meio dela — ela produz.22

Nota — “Então, de fato, pais de nossa carne temos tido, castigando-nos”

1. YLT 1863. Young imprime Then, indeed, fathers of our flesh we have had, chastising us, and we were reverencing them. “Então, de fato” conserva separadamente Then, indeed; “pais de nossa carne temos tido” mantém a ordem marcada e o perfeito we have had; “castigando-nos” segue o particípio inglês chastising us; e “os reverenciávamos” preserva o valor durativo de we were reverencing them.

2. Controle histórico e filológico. O grego apresenta Εἶτα τοὺς μὲν τῆς σαρκὸς ἡμῶν πατέρας εἴχομεν παιδευτὰς καὶ ἐνετρεπόμεθα. Aqui εἴχομεν é imperfeito, e παιδευτάς é substantivo predicativo, “disciplinadores/instrutores”, não particípio. O próprio aparato posterior de Young aproxima-se dessa estrutura ao glosar “estávamos tendo os pais de nossa carne como disciplinadores”. Decisão. Não corrigimos retrospectivamente a primeira edição: “temos tido” e “castigando-nos” reproduzem as escolhas efetivamente impressas em 1863.

Nota — “Não estaremos muito mais sujeitos ao Pai de espíritos, e viveremos?”

1. YLT 1863. A redação é shall we not much rather be subject to the Father of spirits, and live?. “Não estaremos muito mais sujeitos” conserva a construção de be subject sem substituí-la por “obedeceremos”; “Pai de espíritos” segue rigorosamente Father of spirits, sem introduzir o artigo que não aparece nesta edição; e “viveremos” mantém o valor futuro do segundo membro coordenado.

2. Controle e revisão. O grego apresenta οὐ πολλῷ μᾶλλον ὑποταγησόμεθα τῷ πατρὶ τῶν πνευμάτων καὶ ζήσομεν;, com dois futuros e com artigo em τῶν πνευμάτων. A edição revista de 1898 modifica a redação inglesa para the Father of the spirits. Decisão. Como a edição-base é 1863, não importamos silenciosamente o artigo da revisão posterior. Também não especificamos no corpo quem são os “espíritos”, deixando intacta a abertura semântica da expressão.

Nota — “Por poucos dias, segundo o que lhes parecia bom, disciplinaram”

1. YLT 1863. Young lê for they, indeed, for a few days, according to what seemed good to them, did chasten. “Eles, de fato” conserva a partícula enfática; “por poucos dias” segue for a few days; “segundo o que lhes parecia bom” reproduz sem expansão according to what seemed good to them; e “disciplinaram” representa o passado simples de did chasten.

2. Controle histórico. O grego emprega ἐπαίδευον, imperfeito, e o aparato posterior de Young o explicita como “estavam disciplinando”; a edição revista de 1898 igualmente passa a were chastening. Decisão. Essa evidência mostra que Young posteriormente reconheceu mais diretamente o aspecto do verbo grego, mas não autoriza alterar silenciosamente a redação de 1863. Mantemos, portanto, “disciplinaram”, correspondente a did chasten.

Nota — “Mas Ele, para proveito, para sermos participantes de Sua santidade”

1. YLT 1863. Young imprime a construção elíptica but He for profit, to be partakers of His holiness. A tradução conserva a ausência de verbo expresso depois de “Ele” e não acrescenta “nos disciplina”; “para proveito” mantém for profit sem inserir “nosso”; e “para sermos participantes” reproduz a relação final expressa pela YLT.

2. Controle e história da tradução. O grego apresenta ὁ δὲ ἐπὶ τὸ συμφέρον εἰς τὸ μεταλαβεῖν τῆς ἁγιότητος αὐτοῦ, igualmente sem repetir o verbo do primeiro membro. No comentário suplementar, Young explicita a ideia de finalidade como “com vistas à participação” e associa ἁγιότης à noção de separação; a edição de 1898 chega a substituir His holiness por His separation. Decisão. A tradução portuguesa conserva “Sua santidade”, porque holiness é a escolha efetivamente feita na edição de 1863.

Nota — “Toda disciplina, para o presente, de fato, não parece ser de alegria, mas de tristeza”

1. YLT 1863. A sequência é but all chastening for the present, indeed, seemeth not to be of joy, but of sorrow. “Toda disciplina” mantém all chastening; “para o presente” conserva literalmente for the present; “de fato” representa indeed; e as expressões “de alegria” e “de tristeza” mantêm a forma nominal escolhida por Young, evitando normalizá-las para “alegre” e “dolorosa”.

2. Controle. O grego apresenta πᾶσα δὲ παιδεία πρὸς μὲν τὸ παρὸν οὐ δοκεῖ χαρᾶς εἶναι ἀλλὰ λύπης. Os genitivos χαρᾶς e λύπης estão refletidos com particular proximidade em of joy e of sorrow. Decisão. Mantemos “ser de alegria” e “de tristeza”, embora uma formulação portuguesa mais corrente pudesse empregar adjetivos, porque a estranheza aqui corresponde à estrutura que Young deliberadamente preservou.

Nota — “O fruto pacífico de justiça, aos exercitados por meio dela — ela produz”

1. YLT 1863. Young encerra com a ordem fortemente marcada but afterwards the peaceable fruit of righteousness to those exercised through it—it yieldeth. “Fruto pacífico de justiça” conserva o grupo nominal de Young; “aos exercitados por meio dela” segue to those exercised through it; e a oração final “ela produz” preserva a retomada pronominal de it yieldeth, cujo referente é a disciplina.

2. Controle sintático. O grego dispõe ὕστερον δὲ καρπὸν εἰρηνικὸν τοῖς δι’ αὐτῆς γεγυμνασμένοις ἀποδίδωσι δικαιοσύνης. O objeto “fruto pacífico” precede o verbo, e os destinatários são descritos por um particípio passivo referente aos que foram exercitados mediante a disciplina. Young conserva essa disposição de maneira particularmente visível, deslocando também of righteousness para junto de fruit. Decisão. A ordem portuguesa permanece deliberadamente marcada; não a normalizamos para “ela produz fruto pacífico de justiça nos que por ela foram exercitados”, pois isso apagaria justamente a arquitetura sintática que a YLT procura tornar perceptível.

Mãos Pendentes, Paz, Santidade e o Exemplo de Esaú

12Portanto, as mãos pendentes e os joelhos afrouxados levantai;23

13 e fazei caminhos retos para vossos pés, para que aquilo que é coxo não seja desviado, mas seja antes curado;24

14 paz persegui com todos, e santidade, à parte da qual ninguém verá o Senhor;25

15 olhando diligentemente para que ninguém esteja falhando da graça de Deus;26 para que nenhuma raiz de amargura, brotando para cima, dê perturbação, e por meio desta muitos sejam contaminados;27

16 para que nenhum seja fornicador, ou pessoa profana, como Esaú,28 que, em troca de um bocado de alimento, vendeu seu direito de primogenitura;29

17 pois sabeis que também depois, desejando herdar a bênção, ele foi desaprovado;30 pois lugar de reformação não encontrou, embora com lágrimas a tendo buscado.31

Nota — “As mãos pendentes e os joelhos afrouxados levantai”

1. YLT 1863. Young imprime Wherefore, the hanging down hands and the loosened knees set up. “Portanto” conserva a inferência de Wherefore; “mãos pendentes” e “joelhos afrouxados” mantêm as imagens corporais; e “levantai” representa o imperativo set up, preservando o destinatário plural.

2. Controle. O grego apresenta Διὸ τὰς παρειμένας χεῖρας καὶ τὰ παραλελυμένα γόνατα ἀνορθώσατε. O material suplementar de Young glosa a ação como “erguer em posição direita” e, posteriormente, como “tornar retas novamente as mãos postas de lado e os joelhos afrouxados”. Decisão. Essas glosas esclarecem a imagem, mas não substituem set up no corpo. Também não expandimos a alusão bíblica em uma paráfrase como “fortalecei-vos”: a concretude de mãos e joelhos é mantida.

Nota — “Fazei caminhos retos... aquilo que é coxo”

1. YLT 1863. A redação é make straight paths for your feet, lest that which is lame be turned aside, but let it rather be healed. “Caminhos retos” conserva straight paths; “para vossos pés” mantém a segunda pessoa plural; e “aquilo que é coxo” procura reproduzir o neutro impessoal de that which is lame, sem transformá-lo imediatamente em “o coxo”.

2. Controle. O grego apresenta τροχιὰς ὀρθὰς ποιήσατε τοῖς ποσὶν ὑμῶν, ἵνα μὴ τὸ χωλὸν ἐκτραπῇ, ἰαθῇ δὲ μᾶλλον. Young registra para os “caminhos” também a imagem de cursos ou lugares de corrida e explica turned aside como ser desviado. Decisão. Não especificamos se “aquilo que é coxo” designa uma pessoa, uma condição espiritual ou a comunidade enfraquecida; a metáfora permanece aberta, como na YLT.

Nota — “Paz persegui com todos, e santidade, à parte da qual”

1. YLT 1863. Young conserva a ordem enfática peace pursue with all, and holiness, apart from which no one shall see the Lord. Por isso, “paz” e “santidade” permanecem antes de seus desenvolvimentos, e “persegui” mantém a força ativa de pursue, em vez de ser suavizado para “procurai ter paz”.

2. Controle e história da YLT. O grego traz Εἰρήνην διώκετε μετὰ πάντων καὶ τὸν ἁγιασμόν, οὗ χωρὶς οὐδεὶς ὄψεται τὸν κύριον. No aparato, Young reforça pursue e explica apart from literalmente; em sua revisão posterior, passa a verter ἁγιασμόν por separation. Decisão. Mantemos “santidade”, pois corresponde ao holiness efetivamente impresso em 1863; “separação” pertence à história posterior da revisão e não deve ser retrojetada.

Nota — “Olhando diligentemente para que ninguém esteja falhando da graça de Deus”

1. YLT 1863. Young lê looking diligently over lest any one is failing of the grace of God. “Olhando diligentemente” conserva o vocabulário visual de looking; “ninguém” representa o singular distributivo any one; e “esteja falhando da graça de Deus” mantém a construção incomum is failing of, sem normalizá-la silenciosamente para “não alcance” ou “não fique aquém”.

2. Controle. O grego apresenta ἐπισκοποῦντες μή τις ὑστερῶν ἀπὸ τῆς χάριτος τοῦ Θεοῦ. O material de Young explica o primeiro verbo como olhar uns pelos outros ou agir como supervisores, e o segundo como estar faltando ou ficando aquém. Decisão. Essas explicações pertencem à nota. O corpo continua subordinado à formulação inglesa de 1863, inclusive em sua aspereza.

Nota — “Nenhuma raiz de amargura, brotando para cima, dê perturbação”

1. YLT 1863. A sequência é lest any root of bitterness springing up may give trouble, and through this many may be defiled. “Raiz de amargura” conserva a relação nominal de Young; “brotando para cima” torna visível springing up; “dê perturbação” mantém give trouble; e “por meio desta” representa through this, preservando o referente singular.

2. Controle. O grego apresenta μή τις ῥίζα πικρίας ἄνω φύουσα ἐνοχλῇ, καὶ διὰ ταύτης μιανθῶσι πολλοί. A expressão retoma a linguagem veterotestamentária da “raiz” que produz amargura, mas Hebreus a integra à advertência comunitária. Decisão. Não identificamos a “raiz” no corpo com uma pessoa, doutrina ou pecado particular; também preservamos “muitos”, em vez de generalizar a consequência para toda a comunidade.

Nota — “Nenhum seja fornicador, ou pessoa profana, como Esaú”

1. YLT 1863. Young imprime lest any be a fornicator, or profane person, as Esau. “Fornicador” conserva diretamente fornicator; “pessoa profana” segue a estrutura explícita profane person; e “como Esaú” permanece ligado ao segundo desenvolvimento sem se decidir no corpo se o exemplo deve ser relacionado igualmente aos dois qualificativos.

2. Controle. O grego apresenta μή τις πόρνος, ἢ βέβηλος, ὡς Ἠσαῦ. O comentário de Young explica βέβηλος mediante a ideia de pessoa de mente comum ou não separada para o sagrado. Decisão. Mantemos “profana”, seguindo profane, e não expandimos para “irreverente”, “mundana” ou outra interpretação exegética.

Nota — “Em troca de um bocado de alimento vendeu seu direito de primogenitura”

1. YLT 1863. A redação é who in exchange for one morsel of food sold his birthright. “Em troca” mantém a relação de permuta; “um bocado de alimento” conserva tanto one quanto morsel of food; e “direito de primogenitura” representa birthright sem reduzir a expressão simplesmente a “primogenitura”.

2. Controle. O grego traz ὃς ἀντὶ βρώσεως μιᾶς ἀπέδοτο τὰ πρωτοτόκια αὐτοῦ. Young posteriormente glosa a frase como “em troca de uma refeição” e explica o último termo por uma formação equivalente a “condição/direito de primeiro-nascido”. Decisão. O corpo conserva a redação mais concreta de 1863, one morsel of food, em vez de substituí-la pela glosa posterior “uma refeição”.

Nota — “Também depois, desejando herdar a bênção, ele foi desaprovado”

1. YLT 1863. Young lê for ye know that also afterwards, wishing to inherit the blessing, he was disapproved of. “Também depois” conserva a acumulação de also afterwards; “desejando” preserva o particípio; “herdar” mantém inherit; e “foi desaprovado” segue was disapproved of, sem intensificá-lo para “foi rejeitado”.

2. Controle. O grego apresenta ἴστε γὰρ ὅτι καὶ μετέπειτα θέλων κληρονομῆσαι τὴν εὐλογίαν ἀπεδοκιμάσθη. No comentário, Young intensifica a glosa para algo como “foi completamente desaprovado”, mas sua tradução de 1863 emprega simplesmente disapproved of. Decisão. Não introduzimos a intensificação da glosa no texto principal.

Nota — “Lugar de reformação não encontrou, embora com lágrimas a tendo buscado”

1. YLT 1863. A cláusula final é for a place of reformation he found not, though with tears having sought it. “Lugar de reformação” preserva deliberadamente place of reformation, em vez de substituir Young pela formulação tradicional “lugar de arrependimento”; a inversão “não encontrou” conserva a sequência da YLT; e “a tendo buscado” mantém o pronome final sem explicitar seu referente.

2. Controle e ambiguidade. O grego apresenta μετανοίας γὰρ τόπον οὐχ εὗρε, καίπερ μετὰ δακρύων ἐκζητήσας αὐτήν. Nos materiais explicativos, Young entende μετάνοια como “mudança de mente” e chega a relacioná-la ao pai de Esaú. Essa interpretação, contudo, é mais específica que a redação de 1863. Decisão. Não inserimos “em seu pai” no corpo e conservamos a ambiguidade do pronome “a”, que em português pode continuar relacionado ao contexto sem uma explicação exegética obrigatória.

O Monte Tocado, o Fogo e a Voz de Dizeres

18Pois não tendes vindo ao monte tocado e abrasado com fogo,32 e a negrume, e escuridão, e tempestade,33

19 e ao som de uma trombeta, e à voz de dizeres,34 a qual, os que a ouviram, rogaram que a palavra não lhes fosse acrescentada,35

20 pois não estavam suportando aquilo que é ordenado:36 “E, se uma besta possa tocar o monte, será apedrejada, ou com uma flecha traspassada”;37

21 e tão terrível era a visão, que Moisés disse: “Estou temeroso sobremaneira, e tremendo.”38

Nota — “Não tendes vindo ao monte tocado e abrasado com fogo”

1. YLT 1863. Young imprime For ye have not come to the mount touched and scorched with fire. “Não tendes vindo” conserva o perfeito have not come; “monte tocado” reproduz diretamente mount touched; e “abrasado com fogo” mantém separadamente a segunda descrição, scorched with fire, sem fundir os dois qualificativos.

2. Controle e aparato de Young. O grego apresenta οὐ γὰρ προσεληλύθατε ψηλαφωμένῳ ὄρει καὶ κεκαυμένῳ πυρὶ. Nos materiais suplementares, Young explicita para o primeiro particípio a possibilidade “um monte que pode ser tocado ou sentido” e para o segundo conserva a imagem de ter sido queimado pelo fogo. Decisão. Não substituímos a redação de 1863 por “monte tangível” ou “monte que podia ser tocado”: “tocado” preserva a forma efetivamente escolhida por Young, enquanto a ampliação semântica permanece na nota.

Nota — “E a negrume, e escuridão, e tempestade”

1. YLT 1863. A sequência é and to blackness, and darkness, and tempest. A repetição de “e” é deliberadamente preservada; “negrume” e “escuridão” permanecem distintos para não nivelar blackness e darkness; e “tempestade” corresponde diretamente a tempest.

2. Controle. O texto grego distingue γνόφῳ, σκότῳ e θυέλλῃ. O comentário suplementar de Young caracteriza o primeiro termo como uma nuvem espessa e o último pela imagem de vento impetuoso. Decisão. Essas explicações não são incorporadas ao corpo. A enumeração nominal da YLT é mantida sem transformá-la em descrição expandida do fenômeno.

Nota — “O som de uma trombeta, e a voz de dizeres”

1. YLT 1863. Young lê the sound of a trumpet, and the voice of sayings. “Som de uma trombeta” conserva o artigo indefinido de a trumpet; “voz de dizeres” mantém a incomum construção plural voice of sayings, em vez de normalizá-la para “voz de palavras” ou simplesmente “voz”.

2. Controle. O grego apresenta σάλπιγγος ἤχῳ καὶ φωνῇ ῥημάτων, com ῥημάτων no plural. Young insiste nesse plural por meio de sayings, distinguindo-o do singular word que aparece imediatamente depois em sua própria tradução. Decisão. “Dizeres” preserva essa distinção lexical e evita apagar a alternância “dizeres / palavra”.

Nota — “Os que a ouviram rogaram que a palavra não lhes fosse acrescentada”

1. YLT 1863. A redação é which those having heard entreated that the word might not be added to them. “Os que a ouviram” conserva o particípio having heard; “rogaram” segue entreated; e “não lhes fosse acrescentada” procura preservar a estrutura passiva de might not be added to them.

2. Controle e aparato de Young. O grego apresenta ἧς οἱ ἀκούσαντες παρῃτήσαντο μὴ προστεθῆναι αὐτοῖς λόγον. Young posteriormente explica a ação dos ouvintes mediante a imagem de pedir para si que a palavra fosse afastada ou não apresentada novamente. Decisão. Não transformamos a súplica em simples recusa nem explicitamos uma causa psicológica; o corpo acompanha a formulação mais restrita da YLT.

Nota — “Não estavam suportando aquilo que é ordenado”

1. YLT 1863. Young escreve for they were not bearing that which is commanded. “Não estavam suportando” conserva a construção progressiva de were not bearing; “aquilo que” mantém a formulação substantivada; e “é ordenado” reproduz o presente de is commanded, sem convertê-lo silenciosamente em passado.

2. Controle. O grego apresenta οὐκ ἔφερον τὸ διαστελλόμενον. Em seu aparato, Young esclarece a construção como “não estavam suportando aquilo que era/foi ordenado”, mas a edição de 1863 imprime expressamente is commanded. Decisão. Como a YLT é o texto-fonte imediato, preservamos o presente inglês mediante “é ordenado”; a diferença em relação à glosa posterior é registrada, não corrigida.

Nota — “Se uma besta possa tocar o monte... ou com uma flecha traspassada”

1. YLT 1863. A citação é And if a beast may touch the mountain, it shall be stoned, or with an arrow shot through. “Besta” conserva beast; “possa tocar” mantém may touch; “será apedrejada” preserva o futuro passivo; e “com uma flecha traspassada” procura conservar a ordem condensada de with an arrow shot through.

2. Controle textual histórico. A forma recebida do texto grego pertinente a Young contém, depois de “será apedrejada”, a cláusula equivalente a “ou será traspassada com um projétil”. O próprio aparato de Young registra essa segunda cláusula e observa que ela é omitida em uma tradição textual alternativa. Decisão. Como a YLT de 1863 a imprime, ela permanece integralmente no corpo; não a removemos com base em edições críticas modernas nem silenciosamente alteramos a base textual de Young.

Nota — “Tão terrível era a visão... ‘Estou temeroso sobremaneira, e tremendo’”

1. YLT 1863. Young lê and so terrible was the sight, that Moses said, ‘I am fearful exceedingly, and trembling.’ “Tão terrível era a visão” conserva a inversão de so terrible was the sight; “estou temeroso sobremaneira” mantém a ordem enfática fearful exceedingly; e o segundo membro permanece coordenado: “e tremendo”.

2. Controle e aparato de Young. O grego apresenta καί, οὕτω φοβερὸν ἦν τὸ φανταζόμενον, Μωϋσῆς εἶπεν· Ἔκφοβός εἰμι καὶ ἔντρομος. Young explica posteriormente the sight como aquilo que se fazia visível, “aparência” ou “espetáculo”, e intensifica a primeira declaração como “estou grandemente temeroso”. Decisão. Conservamos “visão” e “temeroso sobremaneira”, seguindo as escolhas lexicais e a colocação da edição de 1863, sem substituir o texto por suas glosas explicativas posteriores.

O Monte Sião, a Jerusalém Celestial e o Sangue de Aspersão

22Mas tendes vindo ao monte Sião,39 e à cidade do Deus vivente, à Jerusalém celestial,40 e à companhia de miríades de mensageiros,41

23 à assembleia dos primogênitos no céu inscritos,42 e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos de homens justos feitos perfeitos,43

24 e ao mediador da nova aliança — Jesus,44 e ao sangue de aspersão, falando coisas melhores do que o de Abel!45

Nota — “Mas tendes vindo ao monte Sião”

1. YLT 1863. Depois de ye have not come em 12.18, Young abre deliberadamente o contraste com But ye have come to mount Zion. “Mas” mantém a oposição; “tendes vindo” conserva o perfeito have come; e “monte Sião” segue diretamente mount Zion, sem acrescentar qualquer qualificação interpretativa.

2. Controle e história da YLT. O grego recebido apresenta ἀλλὰ προσεληλύθατε Σιὼν ὄρει, igualmente com perfeito. O próprio aparato de Young explica a forma como “tendes vindo”, enquanto a edição de 1898 altera a YLT para But, ye came to Mount Zion. Decisão. Não retrojetamos esse passado simples posterior: o perfeito da edição de 1863 é mantido, especialmente porque forma uma correspondência verbal direta com o negativo de 12.18.

Nota — “À cidade do Deus vivente, à Jerusalém celestial”

1. YLT 1863. Young imprime to the city of the living God, to the heavenly Jerusalem. “Cidade do Deus vivente” mantém tanto o artigo quanto living God; “Jerusalém celestial” conserva heavenly Jerusalem; e a repetição de “à” representa a sucessão de to que organiza toda a enumeração.

2. Controle e revisão. O texto grego apresenta καὶ πόλει Θεοῦ ζῶντος, Ἱερουσαλὴμ ἐπουρανίῳ. Nos materiais auxiliares, Young oferece formulações mais indefinidas — “uma cidade do Deus vivente” e “uma Jerusalém celestial” — e a edição de 1898 efetivamente passa a a city of the living God. Decisão. O corpo permanece subordinado à edição de 1863: conservamos “à cidade”, sem introduzir silenciosamente o artigo indefinido da revisão posterior.

Nota — “À companhia de miríades de mensageiros”

1. YLT 1863. A construção impressa é and to the company of myriads of messengers. “Companhia” permanece ligada às “miríades de mensageiros”, e “mensageiros” conserva a equivalência de Young para messengers, sem substituí-la por uma redação tradicional diferente.

2. Controle e história da YLT. Aqui ocorre uma revisão estrutural importante. O grego dispõe καὶ μυριάσιν ἀγγέλων, πανηγύρει καὶ ἐκκλησίᾳ.... Nos materiais posteriores, Young passa a separar “miríades de mensageiros” do termo seguinte; em 1898 a redação torna-se to myriads of messengers, to the company and assembly of the first-born. Decisão. Não corrigimos 1863 à luz dessa revisão posterior. Na tradução-base, “companhia” continua pertencendo às “miríades de mensageiros”, exatamente como Young inicialmente publicou.

Nota — “À assembleia dos primogênitos no céu inscritos”

1. YLT 1863. Young lê to the assembly of the first-born in heaven enrolled. “Assembleia” reproduz assembly; “primogênitos” torna explícito o plural indicado pelo contexto; e a ordem marcada “no céu inscritos” procura conservar in heaven enrolled sem reorganizá-lo em prosa excessivamente fluida.

2. Controle. O grego recebido apresenta ἐκκλησίᾳ πρωτοτόκων ἐν οὐρανοῖς ἀπογεγραμμένων. O substantivo correspondente a “primogênitos” está no plural, e o particípio descreve-os como inscritos. Young posteriormente glosa a expressão como “têm sido inscritos nos céus”. Decisão. Não pluralizamos “céu” no corpo, porque a YLT de 1863 imprime singular, in heaven; a distinção entre sua tradução e a forma grega fica registrada apenas na análise.

Nota — “Deus, o juiz de todos... espíritos de homens justos feitos perfeitos”

1. YLT 1863. A sequência é and to God the judge of all, and to the spirits of righteous men made perfect. “Deus, o juiz de todos” conserva a aposição sem transformá-la em oração explicativa; “espíritos de homens justos” preserva o men expresso por Young; e “feitos perfeitos” mantém deliberadamente a construção passiva de made perfect.

2. Controle. O grego apresenta καὶ κριτῇ Θεῷ πάντων, καὶ πνεύμασι δικαίων τετελειωμένων. Não há no grego um substantivo independente equivalente a “homens”; essa explicitação pertence à tradução de Young. O particípio perfeito passivo está ligado aos “justos”. Decisão. Mantemos “homens” porque a tarefa é traduzir a YLT, não reconstruir diretamente o grego; e preservamos “feitos perfeitos” para que a passividade e a correspondência com made perfect não desapareçam em “aperfeiçoados”.

Nota — “Ao mediador da nova aliança — Jesus”

1. YLT 1863. Young imprime and to the mediator of the new covenant—Jesus. “Mediador” conserva mediator; “da nova aliança” segue expressamente of the new covenant; e o travessão antes de “Jesus” preserva a apresentação aposicional e enfática do nome.

2. Controle e revisão. O grego recebido apresenta καὶ διαθήκης νέας μεσίτῃ Ἰησοῦ, sem artigo correspondente a the. Young registra posteriormente que o artigo deveria ser omitido e admite para new também a nuance de “fresca”; a edição de 1898 passa, de fato, a a mediator of a new covenant—Jesus. Decisão. Nenhuma dessas revisões é retrojetada. A tradução portuguesa conserva “o mediador da nova aliança”, pois essa é a construção efetivamente publicada na YLT de 1863.

Nota — “Ao sangue de aspersão, falando coisas melhores do que o de Abel”

1. YLT 1863. A conclusão é and to the blood of sprinkling, speaking better things than that of Abel!. “Sangue de aspersão” conserva a relação nominal sem paráfrase; “falando” mantém o particípio presente; “coisas melhores” representa o plural better things; e “do que o de Abel” reproduz a explicitação than that of Abel. O ponto de exclamação da edição é igualmente preservado.

2. Controle. O grego apresenta καὶ αἵματι ῥαντισμοῦ κρεῖττον λαλοῦντι παρὰ τὸν Ἄβελ. A comparação grega é mais condensada, literalmente orientada para “melhor ... que Abel”, enquanto Young introduz that of, fazendo a comparação recair explicitamente sobre o sangue associado a Abel. Seu comentário também entende a referência em relação ao que Abel falou por meio de seu sacrifício. Decisão. Seguimos a explicitação de Young e não a removemos em favor de uma tradução independente do grego; tampouco desenvolvemos no corpo a interpretação sacrificial apresentada em seu comentário.

A Voz que Abala, o Reino Inamovível e o Fogo Consumidor

25Vede que não recuseis aquele que está falando,46 pois, se aqueles não escaparam, os que recusaram aquele que na terra estava falando divinamente — muito mais nós, que nos desviamos daquele que fala do céu;47

26 cuja voz abalou então a terra, mas agora ele prometeu, dizendo: “Ainda uma vez — Eu abalo não somente a terra, mas também o céu”;48

27 mas este “Ainda uma vez” torna evidente a remoção das coisas abaladas, como de coisas tendo sido feitas, para que as coisas não abaladas permaneçam;49

28 portanto, um reino inamovível recebendo,50 tenhamos graça, por meio da qual possamos servir a Deus de modo bem-agradável, com reverência e temor religioso;51

29 pois também nosso Deus é um fogo consumidor.52

Nota — “Vede que não recuseis aquele que está falando”

1. YLT 1863. Young abre a advertência com See that ye refuse not him who is speaking. “Vede” conserva o imperativo de See; “não recuseis” mantém a segunda pessoa plural e o verbo refuse; e “aquele que está falando” preserva o valor contínuo do particípio speaking, em vez de reduzi-lo a uma identificação estática do “que fala”.

2. Controle e aparato de Young. O grego apresenta Βλέπετε μὴ παραιτήσησθε τὸν λαλοῦντα. Young posteriormente glosa o verbo como “pedir afastamento de” ou “recusar”, chegando no comentário suplementar à formulação “não estejais pedindo afastamento daquele que está falando”. Decisão. A explicação ajuda a recuperar a imagem do verbo grego, mas não substitui refuse no corpo: mantemos “recuseis”, que corresponde à escolha efetivamente publicada em 1863.

Nota — “Aquele que na terra estava falando divinamente — muito mais nós, que nos desviamos daquele que fala do céu”

1. YLT 1863. A construção é for if those did not escape who refused him who on the earth was divinely speaking—much more we who turn away from him who speaketh from heaven. “Não escaparam” mantém o passado; “estava falando divinamente” conserva a construção progressiva de Young; e “muito mais nós” preserva a brusca passagem para a primeira pessoa plural, sem fornecer um verbo que a YLT deixa implícito.

2. Controle. O grego dispõe εἰ γὰρ ἐκεῖνοι οὐκ ἔφυγον... πολλῷ μᾶλλον ἡμεῖς οἱ... ἀποστρεφόμενοι. Young explica o último particípio como “voltando-nos para longe” daquele que fala desde os céus. Decisão. “Nos desviamos” conserva turn away sem desenvolver a elipse de “muito mais nós” para “muito menos escaparemos nós”. Tal complemento seria exegética e gramaticalmente compreensível, mas não está expresso na YLT.

Nota — “Cuja voz abalou então a terra... ‘Ainda uma vez — Eu abalo’”

1. YLT 1863. Young lê whose voice the earth shook then, but now hath he promised, saying, ‘Yet once—I shake not only the earth, but also the heaven’. Em português, “cuja voz abalou então a terra” desloca apenas o necessário para impedir que “a terra” seja lida como sujeito; “agora ele prometeu” conserva o perfeito inglês sem substituir a promessa por simples discurso passado; e “Eu abalo” mantém rigorosamente o presente de I shake.

2. Controle e história da YLT. O grego apresenta οὗ ἡ φωνὴ τὴν γῆν ἐσάλευσε τότε, νῦν δὲ ἐπήγγελται λέγων· Ἔτι ἅπαξ ἐγὼ σείω οὐ μόνον τὴν γῆν ἀλλὰ καὶ τὸν οὐρανόν. No aparato, Young entende ἔτι ἅπαξ também no sentido de “uma vez por todas” e conserva expressamente “Eu mesmo abalo”. Decisão. Não substituímos “Ainda uma vez” pela glosa interpretativa posterior nem alteramos “Eu abalo” para futuro. A forma temporal peculiar escolhida pela YLT permanece no texto.

Nota — “Este ‘Ainda uma vez’ torna evidente a remoção das coisas abaladas”

1. YLT 1863. Young imprime but this ‘Yet once’ maketh evident the removal of the things shaken, as of things having been made, that the things not shaken may remain. “Este ‘Ainda uma vez’” conserva o demonstrativo e repete literalmente a expressão precedente; “remoção” mantém removal; e “coisas abaladas / coisas não abaladas” preserva o paralelismo lexical.

2. Controle. O grego apresenta τὸ δὲ Ἔτι ἅπαξ δηλοῖ τῶν σαλευομένων τὴν μετάθεσιν, ὡς πεποιημένων, ἵνα μείνῃ τὰ μὴ σαλευόμενα. Young posteriormente glosa μετάθεσις por “mudança” e explica novamente ἔτι ἅπαξ como “uma vez por todas”. Decisão. A tradução segue os equivalentes efetivos de 1863 — “remoção” e “Ainda uma vez” — e mantém a construção marcada “como de coisas tendo sido feitas”, sem dissolvê-la em paráfrase causal.

Nota — “Um reino inamovível recebendo”

1. YLT 1863. A construção é wherefore, a kingdom unmoveable receiving. “Portanto” conserva wherefore; “um reino” mantém o artigo indefinido; “inamovível” representa especificamente unmoveable; e “recebendo” preserva o particípio presente, sem convertê-lo em oração temporal ou causal.

2. Controle e revisão. O grego apresenta Διὸ βασιλείαν ἀσάλευτον παραλαμβάνοντες, retomando lexicalmente a família de “abalar” empregada nos versículos anteriores. Young registra no aparato “não sujeito a ser abalado”; a edição de 1898 substitui unmoveable por that cannot be shaken. Decisão. Mantemos “inamovível” para refletir a escolha lexical distinta da edição de 1863, sem harmonizá-la retrospectivamente com “abalado / não abalado” do v. 27.

Nota — “Tenhamos graça... servir a Deus de modo bem-agradável, com reverência e temor religioso”

1. YLT 1863. Young continua: let us have grace, through which we may serve God wellpleasingly, with reverence and religious fear. “Tenhamos graça” segue diretamente let us have grace; “por meio da qual” preserva o relativo instrumental; e “de modo bem-agradável” procura conservar a forma adverbial incomum wellpleasingly, sem reduzi-la a “de modo aceitável”.

2. Controle e aparato de Young. O grego traz ἔχωμεν χάριν, δι’ ἧς λατρεύωμεν εὐαρέστως τῷ Θεῷ μετὰ αἰδοῦς καὶ εὐλαβείας. Young registra para grace também a possibilidade “thankfulness”, descreve o verbo seguinte como prestação de serviço público e oferece outras glosas para os dois substantivos finais. Decisão. Nenhuma dessas alternativas substitui silenciosamente a redação de 1863: permanecem “graça”, “servir”, “reverência” e “temor religioso”.

Nota — “Pois também nosso Deus é um fogo consumidor”

1. YLT 1863. O fechamento é for also our God is a consuming fire. “Pois também” conserva os dois elementos de for also; “nosso Deus” mantém a ordem da expressão; e “um fogo consumidor” reproduz o artigo indefinido e o particípio adjetivado de a consuming fire.

2. Controle. O grego recebido apresenta καὶ γὰρ ὁ Θεὸς ἡμῶν πῦρ καταναλίσκον. O aparato de Young chama atenção precisamente para o elemento adicional “também” ou “até mesmo”, e seu comentário entende a imagem do fogo em termos tanto de purificação quanto de juízo. Decisão. A tradução conserva apenas o que a YLT afirma no corpo. Não incorporamos à frase a explicação teológica posterior, nem eliminamos “também” por influência de redações portuguesas tradicionais.

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