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Ao leitor cristão - John Owen

Leitor cristão

Se pretendes empregar alguma parte do teu tempo na leitura dos discursos e da exposição que se seguem, talvez não seja inadequado levares contigo a consideração de algumas coisas relativas ao propósito e ao objetivo de seu autor ao escrevê-los e agora publicá-los, as quais aqui te são propostas.

Há já vários anos formei em mim o propósito, caso Deus me concedesse vida e oportunidade, de empreender, segundo a medida do dom recebido, uma exposição da Epístola aos Hebreus. Eu sabia então, e agora reconheço, que este é um assunto no qual muitos homens eminentes e eruditos, tanto antigos como recentes, trabalharam extensamente. Em particular, alguns comentários completos, compostos com bom juízo e para muito bom propósito, foram publicados em nossa própria língua; sim, desde aquele que primeiro iniciou uma exposição séria desta Epístola, e a quem, em todos os aspectos, ninguém até hoje superou, poucas foram as épocas em que alguém não tenha empreendido explicá-la. Isso também foi realizado por homens de todos os tipos e partidos, de todas as persuasões e opiniões existentes na religião cristã; em outro lugar será dado um relato de seus diversos esforços. Nessa consideração havia algo que me encorajava no empreendimento que projetara e algo de tendência inteiramente oposta.

Considerava de não pequena vantagem para mim a ajuda que poderia receber dos trabalhos diligentes de tantos homens eruditos, separados e distintos entre si quanto às épocas, lugares e princípios e que, além disso, conduziram seu propósito comum com grande diversidade de objetivos particulares. Verifiquei que alguns haviam examinado criticamente muitas das palavras, frases e expressões do escritor; alguns haviam comparado suas citações com as passagens do Antigo Testamento das quais foram extraídas; outros haviam procurado fazer uma análise dos diversos discursos do autor, juntamente com a natureza e a força dos argumentos por ele empregados. Os trabalhos de alguns consistiram em aplicar à prática as verdades contidas na Epístola; outros haviam reunido as dificuldades que nela observaram e as examinado segundo o método escolástico, mediante objeções e soluções, à sua maneira; outros ainda tinham em vista especialmente as passagens cujo sentido é controvertido entre as diversas partes em conflito na religião cristã. Todos eles, segundo seus próprios caminhos e métodos, procuravam lançar luz sobre as intenções do Espírito Santo, seja em passagens particulares, seja na Epístola inteira. As ajudas e vantagens que seus trabalhos poderiam proporcionar na investigação da mente de Deus constituíram para mim grande incentivo a empreender juntamente com eles a mesma obra e, por esse meio, promover a luz da verdade.

Por outro lado, daí também surgia uma objeção nada pequena contra toda a obra e seu propósito; pois poderia parecer a alguns inteiramente desnecessário ocupar-me daquilo que tantos já haviam percorrido, com grande proveito e edificação da igreja. E nada pode ou deve, com maior justiça, enfraquecer e fazer alguém abandonar a resolução de empreendimentos dessa espécie do que serem eles desnecessários; pois aquilo que é desnecessário será, por isso mesmo, inútil e, sendo inútil, oneroso. Confesso que essa consideração por muito tempo me deteve de executar meu propósito de lançar meu óbolo neste tesouro.

Contudo, depois de haver feito uma leitura cuidadosa de todos os comentários, exposições, anotações ou observações sobre a Epístola que por qualquer meio pude obter, voltei, por diversas considerações, aos meus pensamentos e resoluções anteriores. Primeiramente, descobri ser tal a excelência deste escrito; tão grandes as profundezas dos mistérios nele contidos; tão ampla e difundida por todo o corpo da religião cristã a extensão da verdade nele afirmada, desenvolvida e explicada; tão importante e indispensavelmente necessária a utilidade das coisas nele transmitidas, que logo me convenci de que a sabedoria, a graça e a verdade depositadas nesse sagrado tesouro estavam tão longe de haver sido esgotadas e plenamente extraídas pelos esforços de alguns ou de todos os que nos precederam, ou de haverem sido por eles perfeitamente trazidas à luz, que me certifiquei de ainda restar fundamento suficiente não somente para uma investigação renovada dos ricos veios desta mina pela geração presente, mas também por todas aquelas que a sucederão, até a consumação de todas as coisas.

Pois, se verificamos que assim ocorre nas ciências humanas — que nenhuma capacidade, nenhuma diligência, nenhuma reunião das mentes mais bem-dotadas para promovê-las em épocas anteriores fechou o caminho para que pessoas de engenho e erudição acrescentassem consideravelmente, em diferentes aspectos, ao progresso de cada uma delas; e que tampouco a diligência da época presente em promovê-las e adorná-las será jamais capaz de conduzi-las a uma perfeição tal que condene as gerações seguintes ao trabalho indolente e servil da mera leitura de seus ditames e prescrições, de modo que, fazendo uso das invenções dos anteriores, nada lhes reste senão exercitar a memória —, quanto mais devemos admitir o mesmo acerca das coisas divinas e do conhecimento espiritual delas, cujos tesouros nesta vida são absolutamente inesgotáveis e cujas profundezas não podem ser plenamente sondadas?

Além disso, é evidente que as principais coisas afirmadas e ensinadas nesta Epístola — como a doutrina da pessoa e do sacerdócio de Jesus Cristo — têm sofrido oposição mais intensa e sutil desde os trabalhos e esforços da maioria daqueles que se ocuparam de sua exposição do que haviam sofrido anteriormente. E, assim como isso torna necessária a vindicação das passagens nas quais essas doutrinas são ensinadas e afirmadas, também não é desconhecido daqueles que estão familiarizados com estudos dessa natureza quanta vantagem pode ser obtida, na investigação da verdade, da oposição que lhe é feita, especialmente quando essa oposição é conduzida mediante uma pesquisa minuciosa de cada palavra e sílaba que possa parecer favorecê-la, bem como pelo exame de cada mínimo detalhe e partícula que se interponha em seu caminho. A esse procedimento os inimigos das verdades mencionadas se entregaram com muita arte e diligência.

Mas aquilo que, acima de tudo, retirou o peso do desânimo causado pelos numerosos trabalhos de homens eruditos nessa matéria foi observar que todos eles, concentrados no sentido das palavras consideradas em si mesmas e em sua aplicação à igreja presente, haviam em grande medida deixado de considerar a relação direta que o autor, ao escrever esta Epístola, mantinha com a condição então passada, presente e futura dos hebreus, ou da igreja dos judeus. Considerando essas coisas mortas e sepultadas, sem utilidade para o estado presente da igreja, ou as negligenciaram completamente ou passaram por elas de maneira ligeira e superficial; e, de fato, muitos deles, embora excelentemente qualificados em outros aspectos, não possuíam competência suficiente para a consideração adequada de assuntos dessa natureza.

Entretanto, aqueles que considerarem séria e criteriosamente o propósito do escritor desta Epístola, a época em que a escreveu, o fim próprio para o qual foi composta, a matéria nela tratada, os princípios dos quais ele parte e sua maneira de argumentar perceberão facilmente que, sem uma consideração séria dessas coisas, não é possível alcançar, em muitos pontos, uma compreensão correta da mente do Espírito Santo nela.

Muitos princípios da verdade ele toma por concedidos, como reconhecidos entre os hebreus durante o estado anterior de sua igreja, e faz deles fundamento para sua própria superestrutura. Muitos costumes, usos, ordenanças, instituições e sentidos tradicionalmente recebidos de passagens da Escritura entre os judeus ele apresenta ou a eles alude; e, de um modo ou de outro, emprega toda a economia mosaica, ou o sistema do culto divino sob a Lei, para seu próprio propósito. A negligência comum dessas coisas, ou o tratamento superficial delas por parte da maioria dos expositores, foi o que principalmente me aliviou do desânimo anteriormente mencionado.

E foi também isso que, finalmente, deu origem àquelas Exercitações que ocupam a maior parte do livro que se segue. Algumas delas, na verdade, são indispensavelmente devidas à própria obra. São desse tipo aquelas concernentes à autoridade canônica da Epístola, ao seu escritor, à época de sua composição, à fraseologia do autor, ao modo como ele procede nas citações dos testemunhos do Antigo Testamento e algumas outras de tendência semelhante. As restantes surgiram unicamente da consideração anteriormente mencionada.

Observei que o apóstolo pressupunha alguns grandes princípios sobre os quais edificava todos os seus argumentos e exortações, sem provar ou confirmar diretamente os próprios princípios, mas tomando-os por admitidos, em parte com base na fé da igreja judaica e em parte com base na nova revelação do evangelho, que aqueles a quem escrevia ainda admitiam e professavam. Eram estes: que, desde a fundação do mundo, fora prometido um Messias, que seria o Redentor espiritual da humanidade; que esse Messias havia vindo e realizado e cumprido a obra que lhe fora designada com vistas à redenção deles; e que Jesus de Nazaré era esse Messias.

Não há uma única linha em toda a Epístola que, de maneira especial, não se resolva nesses princípios ou deles seja deduzida. Por isso, julguei necessário examiná-los e confirmá-los, desenvolvê-los, vindicá-los e expô-los, para que se tornasse manifesta a influência deles sobre o discurso do apóstolo e para que seus argumentos a partir deles pudessem ser compreendidos.

É verdade que os tratei de modo a apresentar, ao longo de toda a discussão, as opiniões dos judeus incrédulos e apóstatas a respeito deles e a vindicá-los das objeções de seus maiores mestres, antigos e recentes. Mas aquele que considerar essas reflexões e discursos como matéria apenas de controvérsia com os judeus somente manifestará sua própria fraqueza e ignorância em assuntos dessa natureza. Quem não sabe que esses são os próprios princípios fundamentais de nossa profissão cristã e que, justamente por causa da oposição que lhes é feita, devem ser frequentemente inculcados e firmemente confirmados?

E se homens eruditos julgam necessário, em nossos dias, disputar em favor dos próprios princípios da teologia natural, provando-os e vindicando-os — a existência e os atributos de Deus, cuja verdade deixou caracteres indeléveis de si mesma na mente de todos os filhos dos homens —, quanto mais necessário deve ser empenhar-nos na confirmação e reafirmação daqueles grandes princípios da revelação sobrenatural, que não recebem contribuição alguma de evidência da luz inata e inexpugnável da natureza e que, contudo, não são menos indispensavelmente necessários para o estado futuro das almas dos homens do que aqueles outros!

Não estou, portanto, sem esperança de que o tratamento dessas matérias, assim como foi necessário ao meu propósito, também não seja desagradável ao leitor imparcial. Quanto àquilo que, em nossos discursos sobre elas, se encontra misturado a respeito de costumes, opiniões, práticas, exposições, interpretações de promessas, tradições judaicas e coisas semelhantes, espero que não cause desagrado a ninguém, exceto àqueles que, sendo ignorantes delas e não familiarizados com elas, preferirão permanecer assim a serem instruídos por aqueles que de modo algum gostariam de supor saberem, em qualquer coisa, mais do que eles próprios.

Não duvido, portanto, de que nossos esforços nesse assunto serão capazes de sustentar sua própria utilidade, tanto pela importância das matérias neles tratadas como pela necessidade de estabelecê-las como fundamento seguro para a subsequente Exposição da própria Epístola.

Além desses princípios gerais, existem também diversas outras coisas pertencentes à ordem mosaica e à estrutura do culto divino, das quais o apóstolo trata diretamente ou que, de um modo ou de outro, emprega para seu propósito particular. Isso ele faz algumas vezes de modo direto e intencional e outras vezes in transitu, refletindo sobre elas e, por assim dizer, simplesmente trazendo-as à lembrança, deixando aos hebreus a consideração daquilo acerca do qual haviam sido anteriormente instruídos.

Dessa natureza é toda a matéria do sacerdócio e dos sacrifícios da Lei, do tabernáculo e de seus utensílios, da antiga aliança, da promulgação da Lei, de seus mandamentos, preceitos e sanções, em suas promessas e ameaças, recompensas e punições. A isso acrescenta também a recordação do chamado de Abraão, juntamente com o estado e a condição do povo desde então até a entrega da Lei e várias outras coisas de natureza semelhante.

Sem compreensão e conhecimento adequados dessas coisas e de sua relação com a vontade e o culto de Deus, é inteiramente vão imaginar que alguém possa alcançar uma compreensão clara da mente do Espírito Santo nesta porção da Escritura.

Ora, assim como eu havia observado que a consideração e a explicação dessas coisas haviam sido excessivamente negligenciadas pela generalidade dos expositores, também logo percebi que insistir longamente sobre elas, segundo a importância que merecem, nos lugares particulares onde são mencionadas, me desviaria com excessiva frequência e extensão da perseguição do propósito específico do apóstolo nesses lugares e impediria o leitor de acompanhar, durante a leitura, o encadeamento do conjunto.

Para prevenir ambos os inconvenientes, adotei o procedimento que o leitor encontrará seguido: tratá-las todas separadamente e à parte, em Exercitações preliminares.

Tendo apresentado esta exposição geral de meu propósito e intenção nos discursos que se seguem, alguns poucos pedidos ao leitor o dispensarão de maior demora nesta entrada.

Primeiramente, devo solicitar sua interpretação benigna quanto ao relato de algumas das fábulas e tradições judaicas que encontrará em algumas das Exercitações. Eu poderia alegar sua necessidade e utilidade, e tais razões se demonstrarão por si mesmas nas diversas passagens dos discursos em que são relatadas; pois nenhuma delas é apresentada isoladamente para satisfazer a curiosidade de alguém, mas sua exposição é sempre acompanhada ou da investigação de alguma verdade oculta e envolvida nelas, ou da descoberta de sua origem e ocasião, ou da manifestação da insensatez das pretensões dos judeus de nosso tempo em sua incredulidade. Contudo, não justificarei rigidamente a apresentação de todas e cada uma delas, mas a colocarei entre aquelas coisas nas quais a benevolência do leitor poderá encontrar ocasião para exercer-se.

Devo também pedir ao leitor erudito que considere o estado e a condição em que, pela boa providência de Deus, tenho estado durante a maior parte do tempo em que estas Exercitações foram escritas e impressas; e rogarei, em retribuição por sua bondade, que ele jamais venha a conhecer por experiência que marcas de falhas, equívocos e diversos defeitos de exatidão podem as incertezas, as limitações e a privação do uso de livros produzir e deixar em empreendimentos desta natureza.

E quaisquer defeitos que ele encontre ou dos quais possa queixar-se nestes discursos, meu propósito foi, pela bênção de Deus, que não tivesse causa alguma para queixar-se de falta de diligência e esforço de minha parte. Ainda assim, percebo, ao final, que muitas coisas podem parecer revelar aquela falta de cuidado mental ou precipitação na escrita que é inteiramente imprópria para ser imposta aos homens desta época instruída.

Mas, quaisquer que sejam as outras censuras a que eu possa estar sujeito por falta de capacidade e discernimento — que em mim são muito pequenos em relação a tão grande empreendimento —, devo pedir ao leitor que creia que eu não desejaria voluntariamente ser culpado de presunção tão importuna a ponto de impor-lhe coisas triviais, cruas e não digeridas, que a prudência comum poderia ter ocultado ou a diligência comum poderia ter corrigido. Portanto, tudo o que dessa espécie lhe parecer existir, peço que seja atribuído à condição que anteriormente mencionei.

Quanto à Exposição da própria Epístola, da qual aqui apresentei um espécime nos dois primeiros capítulos, confesso, como disse anteriormente, que durante muitos anos pensei em empreender algo a seu respeito e que, em todo o curso de meus estudos, nunca deixei de ter alguma consideração por ela. Contudo, depois de toda pesquisa e leitura, devo agora dizer que a oração e a meditação assídua sobre o texto foram meu último recurso e, de longe, os meios mais úteis de luz e auxílio.

Por meio delas, meus pensamentos foram libertados de muitos e muitos embaraços nos quais os escritos de outros sobre o mesmo assunto ou me haviam lançado ou dos quais não conseguiam libertar-me.

Tive o cuidado, como se cuidasse de minha vida e de minha alma, de não trazer às palavras nenhum sentido preconcebido, de não impor-lhes significado algum de minha autoria ou de outros homens, nem de permitir que me fosse imposto qualquer sentido pelos raciocínios, pretensões ou sutilezas de quem quer que fosse; antes, recorria sempre diretamente à própria Palavra, para aprender humildemente nela a mente de Deus e expressá-la conforme ele me capacitasse.

Para esse fim, considerei sempre, em primeiro lugar, o sentido, o significado e o alcance das palavras do texto; e, para esse propósito, fazia uso constante da consideração de sua derivação original, de seu emprego em outros autores, especialmente na LXX do Antigo Testamento, nos livros do Novo Testamento e, particularmente, nos escritos do mesmo autor. Muitas vezes, as palavras vertidas do hebraico ou as coisas às quais se aludia entre aquele povo lançavam grande luz sobre as próprias palavras do apóstolo.

Além da regra geral de atentar para o propósito e o alcance da passagem, para o assunto tratado, para os meios empregados nos argumentos e para os métodos de raciocínio, mantive constantemente diante dos olhos a época e a ocasião em que esta Epístola foi escrita; o estado e a condição daqueles a quem foi dirigida; suas convicções, preconceitos, costumes, luz e tradições; a aliança e o culto da antiga igreja; a transferência dos privilégios da aliança e do culto aos gentios sob uma nova base; o curso das dispensações providenciais sob as quais aquele povo se encontrava; o término iminente de sua igreja e de seu estado, juntamente com a rápida aproximação de sua completa abolição e destruição; e as tentações que lhes sobrevieram em razão de todas essas diversas circunstâncias.

Sem essas considerações, é impossível que alguém acompanhe devidamente o apóstolo, de modo a manter-se próximo de seu propósito ou compreender plenamente sua mente e significado.

Se alguém julgar que relacionei coisas demais com os costumes e usos dos judeus, e que busquei excessivamente neles alguma orientação para diversas expressões e discursos do apóstolo, respondo apenas que, assim como, quando for convencido por exemplos particulares de ter cometido equívocos nisso, de bom grado os reconhecerei, também, no presente, estou convencido de que outros expositores deram a essas coisas consideração muito menor do que deveriam.

A exposição do texto é acompanhada pelo desenvolvimento de observações práticas, correspondentes ao grande propósito para o qual a Epístola foi legada a todas as gerações para uso da igreja. Se, em algumas delas, eu parecer a alguém demasiadamente prolixo, só posso responder que, não tendo outro meio de servir à edificação da generalidade dos cristãos, não me pareceu sê-lo.

Contudo, para prevenir futuras objeções por essa razão, pretendo, caso algum acréscimo a esta mesma obra venha algum dia a ser preparado para publicação, regular meu procedimento de acordo com o parecer que receber de pessoas de erudição e piedade acerca daquele modo de proceder que julgarem tender mais eficazmente ao bem e à edificação da igreja de Deus; a cujo juízo submeto cordialmente estes e todos os demais esforços de natureza semelhante aos quais fui ou ainda venha a ser chamado.

John Owen

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